• Ana Carina Nunes

Juntos vamos combater o COVID-19! #euficoemcasa


Estamos todos inter-conectados. Essa Pandemia mostra-nos que estamos todos inter-conectados. Um vírus que começou à 10000km é capaz transitar em todos os países do mundo passando por cada indivíduo. O vírus transmite-se fisicamente, logo, detectámos essa ligação entre nós porque existe uma consequência física. Deste modo, os nossos pensamentos, as nossas emoções, o medo, a felicidade, transmitem-se da mesma maneira. Quem já se riu por ver uma pessoa a chorar de rir? Quem ficou de mau humor depois de ouvir um comentário de um patrão nervoso? Tudo transita como uma rede e consequentemente tudo transmite-se. Cabe a nós de proteger-nos contra qualquer vírus físico mas também emocional ou mental.

Estas não são palavras minhas, mas reflectem o meu pensamento em relação a tudo isto que estamos a viver...por isso decidi partilha-las:

Acredito que o Universo tem a sua maneira de equilibrar as coisas e as suas leis quando estão viradas do avesso. O momento que vivemos, cheio de anomalias e paradoxos, dá que pensar. Numa altura em que as alterações climáticas causadas por desastres ambientais chegaram a níveis preocupantes, primeiro a China e depois tantos outros países vêm-se obrigados ao bloqueio. A Economia colapsa, mas a poluição diminui consideravelmente. O ar melhora; usam-se máscaras, mas respira-se.

Num momento histórico em que algumas ideologias e políticas discriminatórias, com fortes referências a um passado mesquinho, estão a reativar-se em todo o planeta, chega um vírus que nos faz perceber que, num instante, podemos ser nós os discriminados, os segregados, os bloqueados na fronteira, os portadores de doenças. Mesmo que não tenhamos culpa disso. Mesmo que sejamos brancos, ocidentais e viajemos em classe executiva.

Numa sociedade fundada na produtividade e no consumo, em que todos nós corremos 14 horas por dia na direção não se sabe muito bem de quê, sem sábados nem domingos, sem feriados no calendário, de repente chega o “parem”. Fechados, em casa, dias e dias. A fazer contas com o tempo do qual perdemos o valor. Será que ainda sabemos o que fazer dele?

Numa altura em que o acompanhamento do crescimento dos filhos é, por força das circunstâncias, confiado a outras figuras e instituições, o vírus fecha as escolas e obriga a encontrar outras soluções, a juntar a mãe e o pai com as crianças. Obriga a refazer família.

Numa dimensão em que as relações, a comunicação, as sociabilidades se processam principalmente no “não-espaço” do virtual, das redes sociais, dando-nos uma ilusão de proximidade, o vírus tolhe-nos a verdadeira proximidade, a real: que ninguém se toque, nada de beijos, nada de abraços, tudo à distância, na frieza do não contacto. Até que ponto dávamos por adquiridos estes gestos e o seu significado? Numa altura em que pensar no próprio umbigo se tornou regra, o vírus envia uma mensagem clara: a única saída possível é através da reciprocidade.

Coincidentemente (ou não) estamos de quarentena na altura da quaresma. A quaresma (40 dias até à Páscoa) foi o período em que Jesus se isolou no deserto para meditar, abrandar, ganhar forças, voltar ao essencial e ACEITAR a vontade de seu PAI. Crentes ou não façamos da nossa quarentena uma verdadeira quaresma! Aceitar aquilo que não podemos mudar, ajudar-nos a retirar deste momento alguns ensinamentos e a superá-los com mais leveza... não estamos sós! A ideia é cada um fazer o seu papel e proteger-se para que o surto pare de expandir. Mesmo que as pessoas mais saudáveis possam não ter sequer sintomas quando infectadas pelo vírus, são transmissores e põem em risco todas as que estão mais fragilizadas (pessoas com hipertensão, asma, problemas cardíacos, historial de problemas respiratórios, etc). Estas desenvolvem pneumonia e precisam de assistência hospitalar. Se forem mesmo muitos, não vai haver hospitais, médicos, enfermeiros e material suficiente para todos.

Muito se está a mover dentro de cada um de nós, estamos a lidar com o incerto numa escala que o nosso sistema de proteção interna não reconhece. O medo, os pensamentos negativos baixam as nossas vibrações e irão enfraquecer o nosso sistema imunitário e poluir mentalmente o planeta mas diminui muito quando tomamos as precauções recomendadas. Sejamos positivos e façamos a nossa parte, com a confiança de quem sabe que há sempre oportunidades ocultas dentro das crises. Saibamos aproveitá-las. Sinto que é um tempo de muitas reflexões e aprendizagens, que precisam de silêncio e presença. Cada um de nós está a ter uma oportunidade de crescimento enorme, foquemos a nossa energia nisso. Um convite para ativarmos a nossa mestria interna, sermos o nosso próprio guru e deixarmos de seguir modas e massas. O caminho é para dentro. Esta pandemia mostra a nossa reação frente ao medo, ao desconhecido, ao medo de faltar.. e no entanto relembra que chegamos numa fase onde levamos as consequências de comportamentos focados no egocentrismo que o humano tem cada vez mais alimentado durante séculos em focar-se no seu individualismo e não na interligação.

No caos, o humano transforme-se, conscientiza, baixa a máscara, não funciona na armadilha do Ego inferior e toma consciência que existe algo que nos une sem ilusão: O Amor. Ocuparmos o nosso lugar em consciência, sabendo que isto não é sobre nós, sobre o nosso umbigo. É sobre a humildade e a rendição a uma Força Superior, que nos está a fazer um grande convite e dar esta lição, tal como uma Mãe educa o seu filho. Temos sido danosos e o caminho é sempre o do amor e equilíbrio... O planeta está a mudar, estamos a ser recalibrados, confiemos elevando.

Confie, protega-se, respire e tratem bem de vós. Não devemos esquecer-nos que quem trata de si, trata do mundo, e não o contrário. ..e viva saudavel-mente :)

PS: Deixo-vos abaixo um excerto para refelxão do livro do "A Pequena Alma e o Sol" de Neale Donald Walsch que retrata muito bem estes tempos que se avizinham e em que precisam de nos conhecer melhor !

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Era uma vez, em tempo nenhum, uma Pequena Alma que disse a Deus: - Eu sei quem sou! E Deus disse: - Que bom! Quem és tu? E a Pequena Alma gritou: - Eu sou Luz E Deus sorriu. - É isso mesmo! - exclamou Deus. - Tu és Luz! A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir. - Uauu, isto é mesmo bom! - disse a Pequena Alma. Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus ( o que não é má idéia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É ) e disse: - Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo? E Deus disse: - Quer dizer que queres ser Quem já És? - Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! - respondeu a pequena Alma. - Mas tu já és Luz - repetiu Deus, sorrindo outra vez. - Sim, mas quero senti-lo! - gritou a Pequena Alma. - Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira - disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou. - Há só uma coisa... O quê? - perguntou a Pequena Alma. - Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas. - Hã? - disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa. - Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, ziliões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria o Sol sem vocês. 'Não seria um sol sem uma das suas velas... e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz - eis a questão'. - Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! - disse a Pequena Alma mais animada. Deus sorriu novamente. - Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão - disse Deus. - O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma. - É aquilo que tu não és - replicou Deus. - Eu vou ter medo do escuro? - choramingou a Pequena Alma. - Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir. - Ah! - disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor. Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exactamente o oposto. - É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é - disse Deus - Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, - continuou Deus - quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão. 'Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!' - Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? - perguntou a Pequena Alma. - Claro! - Deus riu-se. - Claro que podes! Mas lembra-te de que 'especial' não quer dizer 'melhor'! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial! - Uau - disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando. - Posso ser tão especial quanto quiser! - Sim, e podes começar agora mesmo - disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Alma - Que parte de especial é que queres ser? - Que parte de especial? - repetiu a Pequena Alma. - Não estou a perceber. - Bem, - explicou Deus - ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial? A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento. - Conheço imensas maneiras de ser especial! - exclamou a Pequena Alma - É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros. - Sim! - concordou Deus - E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz. - Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! - proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. - Quero ser a parte de especial chamada 'perdão'. Não é ser especial alguém que perdoa? - Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma. - Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim - disse a Pequena Alma. - Bom, mas há uma coisa que devias saber - disse Deus. A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação. - O que é? - suspirou a Pequena Alma. - Não há ninguém a quem perdoar. - Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido. - Ninguém! - repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta. Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados - de todo o Reino - porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer. Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar. Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a Luz de cada uma brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas. - Então, perdoar quem? - perguntou Deus. - Bem, isto não vai ter piada nenhuma! - resmungou a Pequena Alma - Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial. E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste. Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse: - Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te - disse a Alma Amiga. - Vais? - a Pequena Alma animou-se. - Mas o que é que tu podes fazer? - Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares! - Podes? - Claro! - disse a Alma Amiga alegremente. - Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares. - Mas porquê? Porque é que farias isso? - perguntou a Pequena Alma. - Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal? - É simples - disse a Alma Amiga. - Faço-o porque te amo. A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta. - Não fiques tão espantada - disse a Alma Amiga - tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançamos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançamos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincamos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau - fomos ambas a vítima e o vilão. Encontramo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exata e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos. - E assim, - a Alma Amiga explicou mais um bocadinho - eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a 'má' desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa. - Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? - perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa. - Oh, havemos de pensar nalguma coisa - respondeu a Alma Amiga, piscando o olho. Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma: - Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes? - Sobre o quê? - perguntou a Pequena Alma. - Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não muito boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca. - Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! - exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar: - Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar! Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta. - O que é? - perguntou a Pequena Alma. - O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim! - Claro que esta Alma Amiga é um anjo! - interrompeu Deus, - são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos. E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga. - O que é que posso fazer por ti? - perguntou novamente a Pequena Alma. - No momento em que eu te atacar e atingir, - respondeu a Alma Amiga - no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento... - Sim? - interrompeu a Pequena Alma - Sim? A Alma Amiga ficou ainda mais quieta. - Lembra-te de Quem Realmente Sou. - Oh, não me hei de esquecer! - gritou a Pequena Alma - Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora. - Que bom, - disse a Alma Amiga - porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos. - Não vamos, não! - prometeu outra vez a Pequena Alma. - Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva - a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou. E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão. E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível. E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza - principalmente se trouxesse tristeza - a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito. Lembra-te sempre, - Deus aqui tinha sorrido - não te enviei senão anjos!

#covid19 #quarentena #quaresma #reflexao #introspeção

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