• Ana Carina Nunes

Principais razões para estar em forma


O termo “boa forma” pode estar relacionado a vários significados, como um corpo harmonioso, musculado ou magro; boa aceitação do corpo, mesmo em situações nas quais a forma física contraria os padrões estéticos impostos pela sociedade; a busca incessante por um “corpo perfeito”, a qualquer custo; ser ativo; ausência de dores; uma boa capacidade de realizar trabalhos corporais, entre outros significados.

Além disso, os meios de se alcançar ou de se manter essa boa forma também variam: desde a adoção de métodos “naturais”, como uma alimentação equilibrada e exercícios físicos regulares, até situações mais extremas, como dietas radicais, realização de cirurgias estéticas sem critérios, ou mesmo comportamento bulímico. Tais atos extremos podem até permitir com que a pessoa conquiste a tão desejada boa forma, mas não são raras as vezes em que os prejuízos significativos também aparecem, não resultando em sucesso a longo prazo.

Diante destes fatos, é importante compreender que a busca por uma boa forma é, de fato, louvável, quando se considera a saúde e a autoaceitação à priori. Até porque nem sempre temos um biótipo que permite com que determinadas características específicas sejam conquistadas, até mesmo por meio de cirurgias plásticas; e também porque uma pessoa que tem hábitos de vida saudáveis, além de diversos benefícios, dificilmente não terá também um corpo harmonioso, em boa forma, como consequência.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como bem-estar físico, mental e social. Hoje em dia, sabe-se que os fatores físicos e psicológicos estão intimamente ligados. Não é novidade, por exemplo, que a depressão enfraquece o sistema imunitário e pode influenciar a perceção da dor e que, pelo contrário, uma atitude otimista tem efeitos positivos na recuperação de doenças. A boa notícia é que o exercício físico parece ter influência positiva tanto sobre o corpo como sobre a mente. Primeiro, porque simplesmente não fomos feitos para estar quietos, o nosso corpo foi projetado para o movimento. Apesar de nossa fisiologia nos levar a poupar e guardar energia (células de gordura), isso ocorre para que, ao sentirmos a necessidade de nos movimentar, podermos fazer isso com mais eficiência.

O ser humano procura naturalmente o conforto e a qualidade de vida. Ao longo da sua História, a humanidade tem trabalhado e desenvolvido a tecnologia de forma ao ser humano ter uma vida cada vez mais confortável e sofisticada. Apesar das graves consequências para o meio ambiente, os resultados tem sido brilhantes! Contudo “não há bela sem senão” e a vida fácil e conforto trazem também o reverso da medalha contribuindo para mais problemas de saúde a todos os níveis, não só físicos como mentais, referindo-me ao stress e quando não outros problemas mais graves.

A questão é que sendo a morte certa, a pergunta por vezes surge…E creio que todos os praticantes de exercício físico e desportistas já se fizeram a si próprios a pergunta pelo menos uma vez na sua vida…Será que vale a pena?

A verdade é que vale! Porque entre uma vida saudável e uma vida não saudável vai uma grande diferença.

A vantagem de se fazer exercício físico regular não consiste só em ter uma boa forma corporal. Existem muitas outras vantagens, como o bem-estar psicológico. E aqui ficam mais algumas das razões para ficar em forma já:

  • Combate a depressão.

  • Aumenta a capacidade cardiovascular.

  • Previne problemas coronários.

  • Contribui para perder peso.

  • Ajuda a manter o colesterol em níveis baixos.

  • É uma forma de socializar.

  • Aumenta a libido.

  • Melhora o humor.

Mas, antes de prosseguir, vale chamar a atenção para um aspecto importante: a moda. Isto mesmo: moda. Atividade física virou moda. Aparece nos telejornais, revistas, sites, redes sociais. As celebridades praticam (e fazem questão de mostrar isso). É tanta informação que pode até deixar muita gente confusa. Em meio a dezenas de práticas, qual a melhor opção? O que mais emagrece? O que dá melhor resultado? Perguntas como essas podem e devem ter respostas técnicas. Claro: existem atividades mais eficazes que outras, mas… Espere aí!

Qualquer prática desportiva é benéfica para a saúde e ajuda a perder peso mantendo a tonicidade muscular, mas cada uma tem vantagens e desvantagens específicas dependendo das caraterísticas e objetivos de cada um. Para emagrecer, o melhor é fazer desportos de resistência, como a corrida, natação ou marcha rápida, que obrigam o organismo a recorrer às reservas de gordura acumuladas. Para isso, precisa de fazer pelo menos 30 a 45 minutos de atividade e praticar com regularidade, no mínimo duas a três vezes por semana. Para quem tem profissões stressantes, os desportos competitivos podem ser uma boa via de escape para o stress e ajuda a canalizar a adrenalina para poder viver de forma mais relaxada. Se tem limitações ou problemas articulares deve evitar desportos de impacto, como o ténis, a corrida ou o basquetebol e optar por modalidades mais suaves para as articulações, como o ciclismo ou a natação. Pilates e Tai chi são atividades suaves que praticamente não têm contraindicações.

Por isso, seja sozinho em casa, no parque ou no ginásio, o importante é pôr o sangue a circular, aumentar o ritmo cardíaco, oxigenar os tecidos e divertir-se.

Mantenha a boa forma e viva saudavel-mente!

#emforma #atividadefísica

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