• Ana Carina Nunes

A única constante é a Mudança


Na vida, não temos como ter certeza absoluta de nada, a única coisa que podemos garantir que irá acontecer para todos é a mudança. Para perceber isso, basta olharmos à nossa volta e, então, veremos que as pessoas, a natureza, os lugares, os sentimentos, tudo está constantemente a transformar. Embora isto seja natural, é fato que passar por grandes mudanças pode ser, sim, assustador num primeiro momento. Contudo, é importante ter coragem para seguir adiante, pois é mudando que se evolui. Para além disto, vivemos num mundo que nos exige uma constante reinvenção de nós mesmos, das nossas fontes de rendimento, dos nossos modelos familiares, das nossas estratégias, conceitos e preconceitos. Um mundo onde a mudança é a regra e não a excepção.

Um ponto importante em relação às mudanças é que existem aquelas que acontecem sem que possamos controlar e outras que dependem de nós para acontecer. A perda de um ente querido, por exemplo, promove uma transformação que é inevitável e cabe a nós aceitar. Por outro lado, a insatisfação com a carreira ou com um relacionamento amoroso, são situações que demonstram uma necessidade de renovação, mas que cabe ao indivíduo tomar uma atitude para concretizar o seu desejo.

Ter coragem para mudar é importante porque apenas pode fazer isso por si mesmo. Se ficar à espera que as coisas aconteçam sozinhas, irá desperdiçar os seus dias deixando de viver a realidade que gostaria ou, pior, vivendo de uma forma que não deseja. É claro que mudanças trazem certo desconforto, porém, é através dele que poderá crescer, desenvolver-se e evoluir. Nós já temos como instinto resistir a mudança, ao que é novo, ao que não é conhecido porque nos tira da zona de conforto e do que já nos é familiar.

Normalmente quando se coloca a hipótese de que uma mudança se aproxima, a apreensão, ansiedade ou medo, são as primeiras emoções a surgir. Face à mudança, há uma tendência a resistir, de modo a tentar preservar os antigos padrões, formas de pensamento e ação. Tratando-se de uma nova condição, possivelmente vai exigir novas estratégias. Durante um período (e isto varia de pessoa para pessoa) a tendência vai ser de negociação, ou seja tento usar as minhas antigas estratégias, vejo se funcionam, tento reajustá-las, e sinto-me mal com o reajuste que tenho que fazer (um adulto sente sempre que deve saber fazer tudo, e este tipo de flexibilidade é muitas vezes sentido como um teste à sua performance e por isto é um estádio com muitas emoções como medo, baixa-auto estima, sensação de “não ser suficientemente bom”, dúvidas e inseguranças face ao futuro). Passado este momento entra-se numa fase de aceitação “ok, isto é diferente, mas não tem que ser pior” e logo em seguida costuma haver uma fase de exploração criativa, onde se começa a tentar fazer coisas de forma diferente, sem que isso traga emoções difíceis. Pelo contrário, muitas vezes traz sensação de “Isto até pode ser divertido”, “eu sou capaz” até que a mudança acaba por se instalar.

Mas as mudanças trazem-nos um dos maiores ensinamentos que podemos ter, o auto-conhecimento. É possível descobrir novas habilidades e aptidões que não sabíamos que tínhamos. Podemos desenvolver sentimentos incríveis e novas formas de lidar com as situações. Podemos descobrir fragilidades que não conhecíamos e não gostaríamos de ter e definir que então é o momento de trabalhá-las.

Toda mudança é um presente para o nosso desenvolvimento pessoal porque, o que nos tira da zona de conforto, nos desafia e o que nos desafia nos fortalece e nos faz crescer.

Nada neste mundo é permanente, a vida é feita de ciclos que se iniciam e se findam. Nesses ciclos, somos expostos a diversas situações e pessoas diferentes que nos trazem ensinamentos. Então chega o momento em que essa vivência já não é mais necessária nem para si, nem para as pessoas envolvidas ou à sua volta. Muitas vezes não queremos que se findem, mas é a lei da vida, ciclos se iniciam e ciclos se acabam. A cada novo ciclo que se iniciar, abra o coração para todas as possibilidades que podem acontecer.

Não fugir de si mesmo, e de algumas mudanças necessárias é um caminho de cura e maturidade. Enfrentar-se, com humildade e paciência, diante das próprias limitações, significa preparar o caminho para a virtude. A felicidade habita no coração, o qual, lentamente, torna-se livre, natural e sem ilusões a respeito de si e da vida.

Não tema o “novo”, as mudanças, enfim, não tema descobrir-se. Permita que a vida lhe ensine a aceitar-se e amar aquilo que realmente é, desprendendo-se de ilusões e de idealizações irreais. Quando começamos a compreender-nos melhor alcançamos a capacidade de transformar “invernos” em belíssimas “primaveras”.

Faça essa experiência e boas mudanças!

#mudança

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