• Ana Carina Nunes

Novos desafios para 2019


E no outro dia andava eu em arrumações por entre os meus inúmeros livros que tenho na arrecadação (oh god nunca mais consigo ver o fim aquilo!!!) quando encontrei um livro de fábulas que a minha mãe me costumava contar quando eu era mais pequena. Uma dessas fábulas fez-me reportar para uma outra ideia sobre a concepção de que a elaboração de ideias, a criação de obras inovadoras e belas ocorre a partir de episódios ou situações que apresentam ou representam em nós algum tipo de dor ou sofrimento por algum motivo. Nessa pequena fábula, o autor conta a história de uma pequena colónia de ostras felizes, mas havia uma delas que era triste porque em sua mucosa havia entrado um grão de areia que lhe causava dor. Enquanto as demais ostras eram felizes e viviam cantando, a excepção era aquela ostra que sofria dores. Como defesa natural da sua mucosa foi criando uma secreção que produziu uma camada de uma substância branca, rígida e lustrosa em torno do grão de areia para minorar e até extirpar a sua dor. Surgiu então uma pérola, admirada por todos, considerada de grande valor e uma obra-prima da natureza.

Assim, podemos inferir que na nossa vivência, os factos e motivos que nos causam incómodo, dor ou sofrimento devam ser trabalhados de forma a, partindo deles, produzirmos ideias e obras sobre a vida e sobre o mundo, bem como produzir belos exemplos de superação das dificuldades, do sofrimento e da dor. Fiquei, durante algum tempo, a digerir estas ideias e procurei imaginar outras situações nas quais a natureza também cria beleza e preciosidades consideradas de grande valor pela humanidade a partir de coisas e situações aparentemente insignificantes. Lembrei-me do exemplo do diamante que é formado a partir do carvão que, submetido a grandes pressões e a altas temperaturas, ou seja, uma situação insuportável, apesar do carvão não ser um ser vivo que sente dor ou sofrimento nessa situação, transforma-se num diamante, pedra de rara beleza e de extremo valor, considerada indestrutível ou de capacidade de resistência incomparável. Apesar do carvão não ser um ser vivo, a situação, se nos colocássemos no lugar dele, é análoga à da ostra. Na verdade estas são metáforas que podem, cada uma em seu devido contexto, remeter-nos a pensar que o belo, precioso ou as obras-primas, são produzidos em condições adversas, são produtos de situações desagradáveis, incómodas e de sofrimento e dor. Por isso como dizia um grande filósofo “Faz da tua alma um diamante. Por cada novo golpe uma nova face, para que um dia ela seja toda luminosa”. De facto os diamantes têm várias aplicações práticas em brocas e outro tipo de ferramentas, mas não é isso que os torna tão valiosos. Os diamantes autênticos são tão valiosos por serem raros e difíceis de encontrar. Lembrem-se disso sempre que enfrentarem algum desafio. Os desafios e os obstáculos valorizam o que fazemos ou tentamos alcançar. Quanto mais difícil a conquista, mais valor tem. Diamantes têm valor porque é necessário escavar muito para encontrar um. Se eles estivessem espalhados pela rua, não teriam qualquer valor. Na verdade, teríamos que pagar a alguém para limpar a área e recolher todos aqueles diamantes, pois estariam a incomodar-nos. A mesma coisa acontece com o Sucesso. As coisas que vêm fáceis, com pouco ou nenhum esforço, têm pouco ou nenhum valor. Para criar algo de grande valor, geralmente, temos de superar grandes obstáculos. Temos a tendência natural de ligar o “complicómetro automático” para lidar com as situações com que nos deparamos no dia-a-dia, quando estas são geralmente mais simples do que julgamos possível. Estão a escavar à procura de diamantes, ou somente a mexer na terra de um lado para outro? Procurem por desafios, enfrentem e ultrapassem obstáculos diariamente, pois são eles que criam e acrescentam valor. Não se baseiem numa única solução para todos os problemas, mas procurem novas soluções para os velhos obstáculos. E menos ainda, não se preocupem em encontrar novos problemas para as velhas soluções. Quando a única ferramenta que temos é um martelo, todos os problemas nos parecem pregos. O martelo é uma boa ferramenta, mas não serve para aparafusar por exemplo. A chave de fendas já nos serve para tal função, mas não serve para cortar madeira. Todas as soluções têm prazo de validade e âmbito de aplicação.

Sejam criativos e dinâmicos e que 2019 vos traga (como para mim) muitos novos desafios e que sejam brilhantes a alcançarem os mesmos!!!

#sucesso #novosdesafios #novoano2019

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