• Ana Carina Nunes

De que são feitos os sonhos? || How Dreams are made?


Sempre fui uma sonhadora a tempo inteiro. Já caí inúmeras vezes, mas sempre voltei a levantar-me e a continuar a sonhar. A criar objectivos e a criar contextos ideais para um futuro próximo ou até mesmo longínquo. Sonhar faz parte de mim e da minha natureza, e o facto de ter tido tantas quedas nunca me fez deixar de sonhar. Não há nada de mais evanescente e difuso do que o sonho (nocturno ou diurno), feito de uma circulação de imagens que se potenciam umas às outras, como a espiral que se exprime como forma fantasmagórica de ideias, desejos e ambições. Ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e inquieta.

Mesmo acordada, sonho, divago, percorro caminhos oníricos, entrando noutra dimensão. Às vezes estremeço, caindo na realidade. Os sonhos mudam consoante as etapas da minha vida. Uns cumpriram-se e outros ficaram por se concretizar. Mas tenho sempre vários sonhos, uns mais extravagantes e outros menos difíceis de se concretizar. E sinto-me sempre em correria atrás deles, na tentativa de alcançá-los. Muitas vezes, prioritirizo-os , por forma a não esquece os mais importantes e os maiores, mas também os que me fazem "suar" mais. Outros, porém ficam para trás porque me deixam de fazer sentido. Mas sempre haverão novos sonhos. E, isso, que é o engenho da vida, qual motor dinâmico que a faz mover, andando para a frente. Já dizia o poeta António Gedeão, que "Eles não sabem, nem sonham, / que o sonho comanda a vida/ Que sempre que um homem sonha / o mundo pula e avança / como bola colorida/ entre as mãos de uma criança."

Tenho pensado muito no facto de se sonhar, se isso é mesmo essencial para a vida. Tenho-me questionado sobre o assunto e revisto mentalmente todos os sonhos que tenho, a vida que levo e tento fazer o mesmo com as outras pessoas. Quem sonha é mais feliz? Quem não sonha é realista? Há quem não sonhe?

Ocorre-me frequentemente também pensar como se (de)compõem os sonhos. Porque sonho? Com quem sonho? E afinal, de que matéria são feitos os nossos sonhos, aquela sucessão de imagens que nos invade o sono e nos oferece uma outra realidade enquanto dormimos? Serão eles um retrato dos meus mais intensos desejos, dos que escondo do mundo exterior ao ponto de os esconder de mim própria??? Ou serão apenas o remanescente da minha imaginação exacerbada que é posta de lado no quotidiano enquanto acordada?

Raramente os meus sonhos são lembrados e dos remanescentes, pouquíssimos são interpretáveis. Também não tento interpreta-los ou consultar o dicionário dos sonhos e tentar projectar a minha realidade actual nos mesmos. O facto é que me é comum sonhar com lugares que nunca visitei, outras vezes com pessoas que nunca vi. Contudo, tenho a sensação de uma certa familiaridade, assim como tivesse tido uma profunda conexão com os sítios, os recantos mais escondidos e as mais ínfimas características que (re)encontro até nas pessoas. Todos estes fragmentos que tento juntar, que jazem num puzzle com falhas gigantescas, não me permitem a percepção dos mesmos… e assim procuro nos sonhos subsequentes as peças que faltam, sonhando sempre.

E desses que me invadem o pensamento faz tempo, estou em vias de consegui realizar um em breve! Este sonho vai ter direito a um outro “post” dada a imensidão de coisas que me vêem ao pensamento sobre este tema… é que ultimamente o meu tempo é tão escasso por andar a lutar por um outro sonho...e ainda não o consegui terminar.

De que são feitos os sonhos afinal?

Para mim, são feitos de memórias, lembranças são feitos daqueles momentos fugazes em que me lembro exactamente de tudo, o que senti, o que me fez pensar... são feitos de pedaços de tempo em que podemos voltar atrás e fazer tudo de novo, da mesma forma, com o mesmo sentimento, tudo como foi, era, tinha sido... Ou então ficar a imaginar como acontecerá tudo no futuro. São feitos de peças de um puzzle que montava quando era criança, aquele puzzle que só agora posso continuar... Ou acabar…

Afinal de contas "Sonhar" é não desperdiçar tempo com coisas inúteis, é ser verdadeiro e feliz, é não ter medo daquilo que os outros pensam, é quebrar as regras que nos impõem e não achamos justas, é aproveitar cada milésimo de segundo que temos, é ajudar a “abrir armários” e dar força à possibilidade de um mundo de partilha, amor e aceitação.

Este Natal vou pedir esse sonho, essa prenda. É uma das mais importantes. É algo que ando a lutar, todos os dias. É algo que me faz feliz. Mais ainda quando esses sonhos são comuns e partilhados, pois só assim fazem ainda mais sentido (Let’s Dream?!)

E como disse alguém que realizou muitos sonhos tecnológicos que irão certamente fazer parte integrante dos nossos próximos tempos: “Cada sonho que deixas para trás é um pedaço do teu futuro que deixa de existir” por Steve Jobs

I've always been a full-time dreamer. I've fallen countless times, but I've always gotten up and kept dreaming. Creating goals and creating ideal contexts for the near or even distant future. To dream is part of me and my nature, and the fact of having had so many falls never made me stop dreaming. There is nothing more evanescent and diffuse than the dream (nocturnal or diurnal), made of a circulation of images that enhance each other, like the spiral that expresses itself as a phantasmagoric form of ideias, wishes and ambition. Or just sketches of the essence of a life between people and things, captured by the look and the free, curious and restless mind.

Even awake, I dream, I digress, I travel dream paths, entering another dimension. Sometimes I shiver, falling into reality. Dreams change according to the stages of my life. Some were fulfilled and others were still to be realized. But I always have several dreams, some more extravagant and others less difficult to realize. And I always feel like running after them, trying to reach them. I often prioritize them, so as not to forget the most important and the greatest, but also those that make me "sweat" more. Others, however, fall behind because they stop making sense.

But there will always be new dreams. And, that, which is the ingenuity of life, what dynamic engine that makes it move, walking forward. Already the poet Antonio Gedeão said that "They do not know, nor dream, / that the dream commands the life / That whenever a man dreams / the world jumps and advances / like colored ball / between the hands of a child."

I've been thinking a lot about dreaming, if that's even essential to life. I have questioned myself on the subject and mentally review all the dreams I have, the life I lead and try to do the same with other people. Who dreams is happier? Who does not dream is realistic? Are there any who do not dream?

It often occurs to me to think as if (of) make up the dreams. Why dream? Who do I dream of? And after all, what subject are our dreams made of, that succession of images that invade our sleep and offer us another reality while we sleep? Are they a picture of my most intense desires, of which I hide from the outside world to the point of hiding them from myself ??? Or is it just the remnant of my exaggerated imagination that is set aside in everyday life while awake?

Rarely are my dreams remembered, and of the remnant, very few are interpretable. I also do not try to interpret them or consult the dictionary of dreams and try to project my current reality in them. The fact is that it is common for me to dream of places I have never visited, other times with people I have never seen. However, I have the feeling of a certain familiarity, just as I had a deep connection with the places, the hidden places and the smallest characteristics that I (re) encounter even in people. All these fragments that I try to put together, that lie in a puzzle with gigantic faults, do not allow me to perceive them ... and so I search in subsequent dreams for the missing pieces, always dreaming.

And of those that invade the thought to me time ago, I am in the way of I was able to realize one soon! This dream will be entitled to another post given the immensity of things that see me thinking about this theme ... is that lately my time is so scarce for struggling for another dream ... and still have not to finish.

What are dreams made of anyway?

For me, they are made of memories, memories are made of those fleeting moments in which I remember exactly everything, what I felt, what made me think ... are made of times when we can go back and do it all over again , in the same way, with the same feeling, everything as it was, was, had been ... Or to imagine how everything will happen in the future. They are made of pieces of a puzzle that I set up as a child, that puzzle that I can only continue ... Or finish ...

After all, to dream is not to waste time on useless things, it is to be true and happy, it is not to be afraid of what others think, it is to break the rules that impose us and we do not feel fair, to enjoy every thousandth of a second that we have, is help "open cabinets" and give strength to the possibility of a world of sharing, love and acceptance. This Christmas I'm going to ask for this dream, this gift. It is one of the most important. It's something I'm fighting every day. It's something that makes me happy. Even more so when these dreams are common and shared, because only then do they make even more sense (Let's Dream ?!)

And as someone who has made many technological dreams will surely be an integral part of our coming times: "Every dream you leave behind is a piece of your future that ceases to exist" by Steve Jobs

#dreams #healthymind #wishes #desires

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