• Ana Carina Nunes

(in)certezas || (un)certainties


Enquanto estivermos vivos temos sempre , no mínimo, duas opções:

Ficar parado ou seguir em frente?!

Ansiar o futuro ou simplesmente deixar as coisas acontecer?!

Remoer o passado ou viver o presente?!

Seguir insatisfeita com alguém, ou tentar ser feliz?!

Correr riscos ou ficar eternamente na "zona de conforto"?!

Odiar o chefe ou mudar de emprego?!

Reclamar da vida ou agradece-la?!

E a lista segue...eu diria que é infinita!!!

As vezes, o que acontece é que sabemos qual a opção, caminho, escolha ou decisão que devemos tomar, mas falta-nos coragem. Porque tal decisão acarretará uma serie de outras opções, caminhos, escolhas ou decisões que ainda não conhecemos. Também acontece, em alguns casos, que já fizemos a nossa aposta, mas ela segue interna. Entre saber o que fazer e conseguir fazer, existe uma distância absurda. A boa notícia é que conforme essa decisão vai crescendo dentro de nós, a brecha vai diminuindo e quando damos por nós, a ação já está feita. Perdemos a segurança que tudo vai dar certo, que nossos sonhos serão realizados, não no tempo que queremos, mas sim no tempo que lhe é devido. Falta-nos força para não voltar atrás, porque o que ficou conhecemos e o que virá só o tempo dirá. Esquecemos que é importante confiar em nós, na bênção que é estar vivo, na magnífica força que cada um trás dentro de si.

Dar um passo adiante significa mudar de lugar, de perspectiva. É a possibilidade de olhar e ver diferente. E, possivelmente teremos que nos acostumar com a nova luz, da distinta paisagem.Vivemos apegados, a pessoas, situações, histórias, palavras, promessas, sentimentos que já fazem parte de um passado que nada tem a ver como o nosso presente e muito menos com o futuro que desejamos. Deixamos de sentir que viver é reinventar-se, redescobrir-se e amar-se cada dia mais. Doem algumas decisões, são duros alguns caminhos, dilaceram determinadas escolhas, mas também nos libertam, quando fazemos a opção certa.

E certa é aquela, que contrariando o que a razão diz, o coração grita, os sentidos não escondem e são unânimes no mesmo sentir. Dói porque fazer o certo, não quer dizer fazer o mais fácil. Dói porque teremos que contar mais connosco mesmo, e quem sabe, não teremos nada mais do outro. Dói porque as palavras ora nos faltam, ora nos atropelam. Dói porque morder os lábios passa a ser uma dor agradável. Dói porque seguimos vendo o filme desta história na nossa cabeça. Dói porque seguimos aprendendo com os erros e acertos, mas principalmente com os erros. Dói porque não queremos sentir remorsos, resignação, nem frustração. Dói porque é assim que tem que ser. Mas o que tem de ser tem muita força, porque escolhemos a opção de sofrer pelo tempo que for necessário. Poderíamos paliar a dor, enganar os sentimentos, distrair os pensamentos, mas essa não seria a opção certa. Tudo isto estaria cá dentro esperando, e possivelmente crescendo até o momento em que não pudesse mais e se exacerbasse.

Temos sempre a opção de fazer isto ou aquilo, de pensar assim ou assado, de dizer pouco ou dizer muito, de sentir tudo e não sentir nada, de viver desta ou daquela maneira. Mas...eu escolho viver com intensidade. Se não for para ser inteira, verdadeira, completa e intensa não serve para mim.

Por isso hoje, escolho sofrer, pois sei que é uma catarse, que logo, ali adiante vou ter a possibilidade de escolher ser feliz. Porém sempre (sempre mesmo) tenho uma opção, que não abro mão: ser agradecida por tudo o que vivo e gostar de mim.

Afinal de contas, se eu não gostar de mim quem gostará?!

While we are alive we always have at least two options: Stand still or move on ?! Crave the future or just let things happen ?! Remoer the past or live the present ?! To remain dissatisfied with someone, or to try to be happy ?! Run risks or stay forever in the "comfort zone" ?! Hate the boss or change jobs ?! Complain about life or thank you ?! And the list goes on ... I'd say it's infinite !!!

Sometimes what happens is that we know which option, path, choice or decision we should make, but we lack courage. Because such a decision will entail a series of other options, paths, choices or decisions that we do not yet know. It also happens, in some cases, that we have already made our bet, but it is still internal. Between knowing what to do and being able to do, there is an absurd distance. The good news is that as this decision grows within us, the gap is narrowing and when we find ourselves, the action is already done. We lose security that everything will work out, that our dreams will be fulfilled, not in the time we want, but in the time that is due to it. We lack strength not to go back, because what we know and what will come only time will tell. We forget that it is important to trust in us, in the blessing that is to be alive, in the magnificent force that each one brings within.

Taking a step forward means changing places, perspective. It is the possibility of looking and seeing different. And we will probably have to get accustomed to the new light, the distinct landscape. We live close to people, situations, stories, words, promises, feelings that are already part of a past that has nothing to do with our present, let alone With the future we want. We no longer feel that living is to reinvent, rediscover and love each other more. Make some decisions, some paths are hard, you tear certain choices, but they also set you free when you make the right choice.

And it is certain that, contrary to what reason says, the heart screams, the senses do not hide and are unanimous in the same feeling. It hurts because doing the right does not mean doing the easy thing. It hurts because we will have to rely more on ourselves, and who knows, we will have nothing more from the other. It hurts because words are missing us, sometimes they run over us. It hurts because biting your lips becomes a pleasant pain. It hurts because we keep seeing the movie of this story in our head. It hurts because we continue to learn from mistakes and successes, but especially from mistakes. It hurts because we do not want to feel remorse, resignation, or frustration. It hurts because that's the way it has to be. But what has to be has a lot of strength, because we choose the option to suffer for as long as it takes. We could alleviate pain, deceive feelings, distract thoughts, but that would not be the right choice. All of this would be in here waiting, and possibly growing, until it could no longer exacerbate itself.

We always have the option to do this or that, to think so or roast, to say little or say much, to feel everything and feel nothing, to live this way or that way. But ... I choose to live with intensity. If it is not to be whole, true, complete and intense it does not fit for me.

So today, I choose to suffer, because I know it is a catharsis, that soon, thereafter I will have the possibility to choose to be happy. But always (always) I have an option, that I do not give up: to be grateful for everything I live and to like me.

After all, if I do not like me, who will like it ?!

#incerteza #strongmind

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